Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for 9 de Outubro, 2014

O grupo privado francês Altice está a pensar comprar a ainda portuguesa e privada PORTUGAL Telecom. Nos anos agudos da crise assistimos aos grandes grupos económicos e financeiros nacionais ainda a tirar lucros e a distribuir dividendos aos seus acionistas por negócios muito rentáveis a curto-prazo, para grande irritação de partidos de esquerda que denunciavam o facto como uma injustiça e prova de concentração de riqueza, mas soubemos depois que faziam acordos entre si e investimentos arriscados para criar a imagem conjuntural de serem fortes e apetecíveis aos jogadores da bolsa, mas tinham pés de barro.

O endividamento do Estado também tinha uma filosofia do mesmo género, engenharia contabilística para desorçamentar dívidas para parecer que Portugal se estava a desenvolver e a fortalecer a sua economia, novamente uma política arriscada com pés de barro e o País falido foi pedir a ajuda do resgate.

Infelizmente, o apoio da banca ao esquema da dívida pública e privada sem critérios deu uma imagem de força no momento, ocultando a fragilidade dos pés de barro e vários bancos tiveram depois de recorrer ao resgate.

Todos os investimentos arriscados têm dado para o torto em Portugal e lá caiu o Estado, depois alguma Banca e por fim o Grupo Espírito Santo e arrastou consigo o outro gigante e símbolo do sucesso empresarial a PT. A necessidade urgente do governo de dinheiro em caixa levou à privatização e compra por estrangeiros da GALP e da CIMPOR, et caetera e assim sucessivamente, as ondas de choque da crise resultante da dívida como investimento e ganância de lucros e votos a curto-prazo não só a destruiu o estado-social português, como os grupos económicos privados ou privatizados nacionais.

Dívida é dívida e jogo é jogo, a primeira pensá-la como uma fonte inesgotável de recursos para sustentar os políticos no poder compromete o Estado e as empresas, tal como os negócios ocultos de risco estalam a segurança financeira, todos mais cedo ou tarde rebentam como bolhas e deixam estilhaços por todos os lados.

Quem vier a seguir que apare os cacos pois a festa acabou para todos, público e privados, sue as estopinhas para pôr a casa em ordem, mas não vai ser fácil para ninguém, políticos e empresários, e a palavra Portugal já nem no nome pode significar ser propriedade do Estado Português ou de Portugueses, se é que estes ainda se podem considerar como vivendo num independente Estado que não seja de miséria.

Read Full Post »

%d bloggers like this: