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Archive for 1 de Outubro, 2014

benfica (1)

Há uma coisa que não tolero: ver o Benfica não saber jogar para contornar as dificuldades postas pelo adversário. Foi o que aconteceu hoje com o Bayern Leverkusen.

Ter azar no jogo é uma coisa, mas não correr o suficiente, não saber tirar o jogo de junto da sua baliza, não ultrapassar a barreira adversária instalada no seu meio campo e não mostrar garra é intolerável no Benfica e basta ver a diferença deste em campo hoje face aos seus adversários nacionais ontem na mesma prova, ao que perdeu não faltou dignidade.

Uma coisa é perder em campo, outra é ter vergonha do que a minha equipa mostrou em campo e foi o que aconteceu hoje. Mesmo assim, não desisto de torcer e gritar Força Benfica!

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Desde 2010 que a austeridade tem tido como desculpa o endividamento, só que, mesmo assim, este não parou de subir. O que para muitos demonstra o falhanço da receita e assim torna-se evidente que em parte têm razão.

Agora um estudo demonstra que neste período mais de 60% do aumento da dívida pública ficou a dever-se aos juros cobrados, enquanto os défices acumulados apenas contribuíram com 10,1%. Algumas dívidas feitas para adiar pagamentos também devem ter algum peso nisto, mas esta possibilidade não é claro no artigo.

Este peso dos juros também não deixa de dar alguma razão aos que falam da necessidade de renegociar a dívida, embora o tom com que muitos destes o dizem esconda que tal depende, sobretudo, dos credores e não está na mão das autoridades portuguesas, nem discutem se aqueles forem intransigentes como é que se faz?

Assim, é evidente que a verdade nunca está num só lado, o que o artigo do jornal ou o estudo não consegue dizer é como se elimina os défices sem austeridade e como se faz crescer a economia nacional super-endividada através do investimento público sem aumentar o peso da dívida. Dilemas que terão de ser seriamente discutidos até às legislativas. Isto se algum político estiver interessado em propor soluções consistentes para a próxima legislatura. Caso contrário, não sairemos nem do pântano da crise e cairemos novamente em desilusão e depressão pouco depois dos próximos eleitos tomarem o poder.

Infelizmente, desde 1975 e à exceção dos primeiros mandatos de Cavaco, Guterres e Sócrates que o estado psicológico da nação é de euforia nos momentos eleitorais e de depressão pouco tempo depois da tomada de posse de novos governos e não saímos disto e a dívida quase só tem tido um sentido únic, o do crescimento perpétuo.

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