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Archive for 28 de Agosto, 2014

Uma coisa é estar contra uma proposta de revisão do município da Horta, que sente que os atuais critérios lesam a sua ilha devido ao facto de esta só ter um concelho, para se mudarem os critérios de repartição de fundos atribuídos às Autarquias dos Açores, outra é agressão barata do Presidente da Câmara das Lajes do Pico contra o Faial como aquela que se ouviu do seu discurso na igreja da sua vila na cerimónia de abertura da Semana dos Baleeiros.

A revisão dos critérios proposta pela Câmara da Horta não agride nenhuma ilha em particular, é um assunto que precisa de maioria de 19 municípios, onde apenas 4 são de ilhas de concelho único e as cinco ilhas com várias câmaras totalizam 15 concelhos. Assim nada há de específico contra o Pico ou algum dos seus concelhos.

Não me surpreende que muitos Presidentes de Câmara estejam contra como já aqui previra e justificara, afinal dar aos que menos têm recebido à luz dos atuais critérios faz reduzir a fração destinada aos que até agora têm tido direito a mais dinheiro e em época de crise é difícil estar disponível neste sentido.

Assim embora considere mais altruísta colaborar para encontrar uma solução mais justa, compreendo recusas e até aceito que Presidentes de Câmara se lamentem em paralelo de outras insuficiências maiores nos seus territórios para justificar um não, mas ripostar contra uma proposta política alimentando ódios históricos e bairrismos, além de ser baixa política, demonstra mau carácter e mais grave ainda quando as mesmas foram proferidas do interior da um templo religioso… mas isto já tem a ver com muito conluio que existe entre clero e governantes.

Na política admito o confronto de ideias, a argumentação mais ou menos tensa e a possibilidade de desacordo, embora prefira a cooperação e o entendimento, mas num caso ou outro não é preciso provocações, nem agressões contra pessoas ou populações, embora saiba que não é raro isto acontecer e normalmente nestas situações os prejuízos são bem maiores a longo prazo que no curto, mas também é comum numa democracia pouco instruída o futuro ser o mais sacrificado, basta olhar para a história da última república do País em que vivemos.

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