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Archive for 31 de Julho, 2014

Independentemente de todo o escândalo em torno do grupo Espírito Santo, quem olha  para aquele que era o maior banco privado em Portugal há poucos meses atrás, avaliado então em mais de 6.000 milhões de euros e descobre que ontem já valia apenas de 2.000 milhões de euros e hoje continua a desvalorizar-se, deve ficar a perceber quanto é falacioso o crescimento económico baseado não na produção industrial e de serviços transacionáveis, mas sim num consumo alavancado na dívida, obras públicas não reprodutivas e engenharia financeira que leva a uma valorização bolsista e dá a sensação de uma riqueza aparente não cimentada na realidade.

Os receios de contaminação da crise do BES, que levaram às quedas da PT e outras empresas e bancos, demonstram bem que também a ideia de sair da crise sem salvar o setor financeiro alimentada pelo conceito de “os ricos que paguem a crise” é perigosa, embora se compreenda que o modelo de resgate seguido deveria ser mais justo e repartir os custos não só pelos rendimentos de trabalho, das pensões e das PME.

É que de um dia para o outro a riqueza de capital desaparece com a descoberta de uma fraude, de uma suspeita e volatiliza-se, simplesmente o valor ou o dinheiro deixa de existir, o que já não acontece com uma riqueza baseada nos produtos palpáveis produzidos quer seja uma simples maçã ou uma máquina… mas assumo, eu nisto sou um conservador que ainda pensa como na revolução industrial.

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