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Archive for Junho, 2014

AmsterdamMontage

Imagem Wikipedia

Em 2014 volto a uma cidade de canais, isto cerca de um ano depois de visitar Veneza que me fascinou no ano passado, desta vez viajo pelo norte da Europa: Amesterdão na Holanda, a terra que Rembrandt escolheu viver e onde fez grande parte das suas pinturas, a sede do Concertgebouw para dignificar a interpretação da música e onde muitos judeus portugueses se refugiaram dos pogromes lusitanos dada a tolerância cultural e religiosa dos seus habitantes.

Por agora é demasiado cedo para me pronunciar sobre a cidade, primeiro há que explorar os cheiros, as cores, a comida, a arquitetura, os museus, a música e as vivências, mais tarde por aqui penso expor as minhas impressões sobre Amesterdão e ainda circular por outras terras do reino da Holanda: um Estado que ao contrário de Portugal, ao perder o seu império de ultramar e ao ter uma escassa área de terra para os seus habitantes, soube encontrar soluções para manter um elevado nível económico e de bem-estar socioeconómico aos seu povo e até conquistar terras ao mar para alargar o seu território.

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Não é para se sair da crise, é a verdadeira receita que nos levou à crise

pagadepois

Funciona menos mal quando se tem dinheiro em caixa, mas quando se baseia em empréstimos é a desgraça quando chega a altura da cobrança como aconteceu a Portugal, mas por norma nasce então o vício de acusar o credor em vez de se reconhecer o erro de se ter tomado o caminho da dívida.

Pelos vistos o vício continua, pois a foto é de ontem, parece que para alguns políticos à dívida está para eles como a droga para os toxicodependentes e a culpa é dos outros.

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António Costa, ainda a presidir a Câmara de Lisboa para a qual se candidatou há menos de um ano decisão e o levou a desistir então da liderança socialista, parece que na prática abdica da sua receita de criar riqueza, nem ensina Passos a alternativa dos cortes ou dos aumentos dos impostos.

Assim, para a eventual transferência da gestão do Governo da Carris e do Metro, do sistema de transportes públicos municipais, para a Autarquia dentro do concelho que António Costa ainda preside a sua solução já está definida: o uso do IMI para suportar a despesa deste serviço e se necessário o aumento deste imposto municipal.

Não nego que compreendo a solução, exceto que esta receita é contrária à que ele diz saber e viria a ensinar a Passos como candidato a Primeiro-ministro: o aumento de riqueza em vez de cortes ou aumentos de impostos.

Pela boca este peixe de costa está já na prática a morrer…

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Não sei se o acidentado teria tido alguma hipótese de sobrevivência se os meios aéreos tivessem agido de imediato na evacuação do ferido em causa, sei que o que aconteceu em São Jorge não deveria ter acontecido e ficará para sempre a dúvida se a pessoa morreu por falta de socorro.

Agora, isto de um aeroporto estar certificado para aterragens noturnas comerciais e não estar para operações de resgate e salvamento em emergência não lembra ao diabo, é um atentado contra o povo açoriano e devem ser imediatamente apuradas as responsabilidades que levam a que a burocracia num caso de proteção civil seja mais importante que a vida de uma pessoa em perigo.

Se calhar se tivesse sido um avião comercial para fazer um resgate pago já teria sido considerado uma operação a coberto de certificação no aeródromo de São Jorge.

Sinto-me de facto revoltado com uma situação deste género. Qualquer dia, num caso de catástrofe natural nos Açores, corre-se o risco de se estar à espera que o resgate se faça com aviões comerciais por problemas de certificação. É fundamental que tudo fique bem esclarecido e que esta situação nunca mais se repita em nenhuma ilha dos Açores.

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Assumo que se estivesse à frente de um grupo ou departamento e achasse que a minha equipa não me apoiava eu próprio me demitia. Pelo que nisto me distingo da resistência de Seguro aos apelos do seu partido para que se demita e considero até auto-destruidor a luta interna que o atual Secretário-Geral impôs ao PS.

Contudo, há uma coisa positiva que pode resultar da opção de Seguro pela primárias: o clarificar as águas das diferenças que estão de facto em confronto entre ele e Costa se este fizer campanha sobre o seu projeto e propostas.

Olhando para o que aconteceu nos últimos dias para as primárias, Seguro conseguiu forçar Costa a apresentar as suas ideias alternativas ou a evidenciar a falta delas às do atual Secretário-geral e expor aos militantes e aos simpatizantes as diferenças existentes ou não do seu projeto para o País. Assim pode ficar claro o inacreditável: não existe nada de novo nas propostas de Costa, mas apenas um maior carisma pessoal, o que a ser verdade é muito pouco para mobilizar Portugueses para além dos militantes e simpatizantes socialistas.

Confesso que por enquanto Costa está a desiludir-me e isso acontece por que Seguro o está a expor aos Portugueses com as ideias do novo candidato e confesso que apesar de não ser nem simpatizante do PS gostaria no seio desta crise de encontrar alguém que me desse esperança nas suas capacidades e ideias para liderar Portugal e o tirar do fosso em que este se encontra.

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Não se pode dizer que Sócrates foi avaro nas distribuições: pela esquerda distribuía pelo povo computadores, subsídios sociais e pela direita deixava ao povo dívidas dos contratos com as ppp e das falcatruas privadas com a nacionalização do BPN.

Passos é mais um homem de cortes: pela direita liberal cortou nos salários e nos subsídios sociais e pela esquerda cortes nas rendas das negociações com as ppp e na recusa de ajudar as falcatruas privadas do grupo BES.

Claro que poucos estão satisfeitos com ambos, pois apesar de comportamentos contrários, Sócrates ofertou-nos com a bancarrota de Portugal e Passos não tira o País da miséria, mas ao menos agora não o podem acusar de ter pactuado com a Banca privada e esta começou-lhe logo a tirar o deputado da sua bancada próximo do Tribunal Constitucional. 😉

Mas pelo menos neste caso, Passos não pode ser acusado de fazer recair sob o povo os encargos de dívidas de vícios privados por as tornar públicas tal como aconteceu no BPN e no acordo com a troika no tempo de Sócrates.

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Enquanto muitos estão entretidos com a Campeonato do Mundo de Futebol, a jihad islâmica parece determinada em dominar o Iraque e as áreas petrolíferas.

Assim, enquanto os OCS ainda dão mais destaque aos resultados desportivos, devido ao choque da eliminação das seleção de Espanha e da possibilidade da Inglaterra cair e do elevado risco de tal vir acontecer também a Portugal, calmamente as nuvens de um novo choque petrolífero em resultado da ofensiva jihadista já começam a tomar forma e o gasóleo deverá já atingir um máximo do ano.

Por esta via pelo menos o risco deflacionista que parece estar a instalar-se na sequência do tratamento à crise económica na zona euro pode desaparecer para dar lugar a uma fase inflacionista. Só não sei qual dos dois problemas será agora mais difícil de enfrentar face à situação debilitada das economias dos países que enfrentam a situação de dívida soberana excessiva.

Uma coisa é certa, só um receio elevado de descontrolo da situação e do respetivo impacte económico global deve levar a que Obama no final da mesma semana comece a ter decisões que contrariem a anunciada não interferência no Iraque.

Se isto der para o torto é bem possível que o pior da crise ainda esteja por vir… infelizmente!

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Não sou formado em direito para discutir se as interpretações do Tribunal Constitucional (TC) têm tendencialmente sido excessivas ou não, incluindo o caso de agora em que decidiu contra 3 normas do Orçamento de Estado de 2014, mas o facto também de serem acórdãos não votados por unanimidade apontam que a leitura de Lei fundamental não é consensual nos aspetos em causa e é verdade que o Governo estava a legislar na fronteira da legalidade pelo que se arriscava a chumbos.

Contudo, mesmo considerando discutível a visão do TC dos termos da Constituição, o Executivo tem apenas que se conformar e não deve andar em quezílias com aquele órgão. Pelo que se o texto dos juízes é confuso ou se levanta dúvidas, deu lugar a um pedido de aclaração e a uma recusa de esclarecimento parecem-me apenas frutos desnecessários e resultantes do agudizar deste confronto.

Agora alimentar o fogo criado e fazer declarações em que se responsabiliza os juízes em causa por provocarem desigualdades com esclarecimentos do acórdão, também resultado de interpretações restritivas do texto em causa por parte de Poiares Maduro é outro erro político. Se o Governo considera injusto prejudicar trabalhadores que já tenham recebido o subsídio de férias antes de 31 de maio, não está impedido de por si mesmo legislar de modo a criar uma situação justa.

Assim, tais palavras do Ministro cheiram sobretudo a retaliação contra o TC com vingança sobre os trabalhadores, os mexilhões no meio desta maresia, isto numa coisa que está na mão do Governo corrigir e com estas palavras é o Executivo que está agir de forma a se envenenar com o veneno que destila, pior ainda tendo o antídoto em seu poder. Isto demonstra incompetência política na resolução de um problema de fácil, bem como falta de bom senso e de boa intenção para com as pessoas da parte de quem nos governa.

O estranho é que com estas birras o Governo acredita poder tirar benefícios, credibilidade política e apoio social.

ADENDA

A dar-me razão, o Governo depois de mais um desgaste de imagem e de credibilidade desnecessário, decidiu em sentido diferente do que se deduzia das palavras de Poiares Maduro.

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Na política muitas vezes uma frase oca atirada ao ar tem repercussões enormes nos OCS por  parecer que um político tem nas mãos a panaceia para resolver os problemas da sociedade, só que este tipo de receita por norma não é especificada, pois o seu autor sabe que a sua frase não passa de um placebo com efeitos psicológicos para atrair incautos e no fundo não tem qualquer solução nova.

Embora sem o brilhantismo retórico de Sócrates, António Costa sabe tirar proveito desta técnica de comunicação política para parecer o Dom Sebastião que surgiu para vencer a crise: a sua panaceia é: criar riqueza, em alternativa ao aumento de impostos ou baixa salários.

Certo, certíssimo que aumentar a riqueza nacional e distribuí-la de forma mais equitativa (acrescento eu) seria um solução. Só que para isso seria preciso que António Costa soubesse como aumentá-la na realidade e aqui está o busilis do problemas e não é por acaso que ele diz que vai ensinar Passos a sua estratégia, mas não a ensina nada, pois esta frase só rende votos nas urnas, pois nem ele sabe como o Estado pode aumentar a riqueza real rapidamente sem ser por investimentos com dinheiros públicos e na situação de Portugal tal só é viável por mais endividamento, o que é incompatível com o Tratado Orçamental a que o País está obrigado.

Infelizmente a riqueza não cresce por decreto, embora uma melhor repartição possa ser decretada, e o atual Governo tem demonstrado que também não cresce por via da austeridade cega.

Tenho pena que António Costa se pareça cada vez mais um Dom Quixote e a crise o seu moinho de vento, contra o qual esta personagem lutou mas que logicamente não venceu no terreno da realidade, mesmo que escudado por Sancho Pancha.

ADENDA

E as palavras ocas com efeito prosseguem agora numa linguagem de fisioterapia… se não tem soluções mesmo é quase para see dizer o que disse Juan Carlos a Hugo Chavez.

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Meu artigo de opinião publicado hoje no diário Incentivo.

RETRATOS DE UM MUNDO LOUCO

Apesar da contestação intensa nas ruas de uma minoria ruidosa, o que na dimensão demográfica do Brasil dá sempre muita gente e cujos meios de comunicação social ainda parecem ampliar, começou o Campeonato do Mundo de Futebol de 2014.

Quando jovem a televisão ainda não transmitia jogos em direto, mas mesmo sem se ver falava-se das jogadas do Eusébio, do Pelé e dos outros craques e descrevia-se o jogo que apenas se ouvira no rádio. Hoje, veem-se os jogos em direto mas fala-se mais da histeria de uma rapariga brasileira a tentar invadir um treino para abraçar Cristiano Ronaldo do que de jogadas e vê-se vezes sem conta o orgulho patriótico demencial de jornalistas a reportar este comportamento irracional da rapariga atrás do melhor jogador do mundo, só por que este é português e como se tal atitude fosse uma veneração a Portugal ou trouxesse benefícios para o jogo ou ao País.

Contudo em Portugal há coisas tão loucas como no Brasil. Temos um líder da oposição que após uma vitória eleitoral que lhe parecia estrondosa deixou de ter de bater-se com o Primeiro-ministro para se confrontar no seu partido, isto com o saltar-lhe em frente de um camarada que dias antes o apoiava nas ruas de Lisboa e se furtara a eleições internas quando elas estiveram marcadas e agora as exige quando não estão agendadas, só por se sentir com perfil de vencedor, mesmo sem apresentar nenhuma ideia nova para Portugal para além daquelas que o PS já apresentara antes.

Assim ficamos a saber que não é preciso um projeto diferente para Portugal para alguém se julgar mais habilitado a ser Primeiro-ministro no maior partido a oposição: basta apenas ter um ar de Dom Sebastião para se sentir um messias, ter um tom de voz menos titubeante para dar segurança, ser comentador político para se ser conhecido e desembolsar dinheiro público da sua Câmara para se terminar uma greve durante a corrida às primárias do seu partido, dando agora de repente razão aos seus trabalhadores quando é candidato a líder o que não dava antes de se auto propor a eleições.

Nesta exposição de loucuras temos um Primeiro-ministro que tenta desacreditar os membros do Tribunal Constitucional quando um número significativo foi indicado pelo seu partido, isto só por que o coletivo deliberou contra a sua proposta que se sabia ser de legalidade duvidosa. Ao mesmo tempo deu a entender que o futuro do País ficou comprometido pelo Tribunal, mas logo a seguir leva aos juízes que criticou um pacote de medidas para estes verificarem preventivamente a constitucionalidade e prescinde de dinheiros do resgate, pois perante as dificuldades pelo chumbo sofrido já sabe encontrar soluções alternativas, só não sabe fazer diferente quando a vítima é o povo.

Nos Açores a loucura também anda em grande. Após um deputado socialista ter demonstrado e escrito: – “É pois, do meu ponto de vista, absolutamente incompreensível que se avance para a construção de dois novos navios, com as características atrás referidas sem, tendo por base níveis de serviço adequados, definir o modelo a implementar, cumprindo a máxima do Governo; “ajustar a oferta à procura.” – e mesmo depois da vergonha do caso do “Atlântida”, o Governo Regional insiste nos trâmites do concurso para adquirir os dois navios que o seu deputado demonstrou sobredimensionados face às reais necessidades dos Açores.

Contudo, perante a recomendação do Presidente do PSD-Açores ao Governo Regional que pare para pensar sobre este investimento em grandes navios e o questiona sobre o dinheiro (que sabemos escasso), o PS-Açores em vez de aproveitar a deixa para corrigir a estratégia adotada nos transportes marítimos e escolher um modelo de menor investimento e custos de exploração mais baixos (já que o líder da oposição ficou impossibilitado de o criticar nessa alteração com a sua recomendação), os socialistas vêm argumentar com o honrar do compromisso eleitoral para continuar amarrado à asneira, como se já não a pudesse corrigir ou fosse esta a primeira vez que justificasse a quebra de promessas, esquecendo a recente boa desculpa para não fazer as obras prometidas para o porto de Angra ou a esfarrapada argumentação da redução do molhe norte do porto da Horta e até o incumprimento da promessa de assegurar a ampliação da pista do aeroporto da Horta em caso de falha do Governo de Lisboa. Mesmo assim, depois de tanta desonra e com a ajuda da oposição, é na loucura dos navios que a palavra dos socialistas açorianos tem de ser honrada!

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