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Archive for Agosto, 2013

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Sei que um dérbi é sempre de resultado imprevisível, não tenho complexos em dizer que desejo que o Benfica ganhe, mas se tal não acontecer, o futebol tem destas coisas.

Agora, espero que se o Benfica não ganhar, ao menos não me deixe envergonhado por jogar mal é que confesso:

Ver o meu clube perder custa-me, mas perder por não se ter esforçado a jogar, por ter baixado as mãos ou por não ter sido capaz de mostrar o seu valor… já é demais!

Assim, desejo um bom jogo e que no jogar o Benfica se mostre digno do emblema, do nome, das cores e do histórico do Glorioso.

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Mais uma vítima mortal do corpo de bombeiros neste País, a quinta só neste mês de agosto, o presente ano tem sido catastrófico para a vida dos soldados da paz.

Independentemente de considerar a morte de um único bombeiro um caso excessivo, não é a mesma coisa um acidente provocar cinco bombeiros mortos ou existirem num curto período vários incidentes que causam separadamente a morte de cinco bombeiros.

Um incidente grave que provoque vários mortos pode ser algo pontual, provocada por um erro humano, técnico ou uma situação imprevisível, mas cinco acidentes mortais no combate a fogos no espaço de um mês indicia que algo vai muito mal no domínio da segurança profissional dos bombeiros.

Não sei se é na formação individual destes homens, nos meios técnicos ou humanos disponíveis, na gestão do pessoal e respetivo comando ou outras políticas mais amplas… mas que é algo que importa averiguar e corrigir com a maior brevidade possível. Importa e muito!

Esta reflexão para além de um dia e com a maior urgência possível de se ter de implementar a sério uma gestão territorial e uma política de prevenção eficaz contra incêndios florestais em Portugal. Algo que, independentemente dos governos no passado, nunca foi feito como deve ser neste País. Pelo que os resultados catastróficos em termos económicos, sociais e vidas humanas estão aí e só envergonha este Estado. Só que ninguém vai ou foi preso por esta lacuna na gestão pública deste recurso natural da parte dos políticos com responsabilidades neste campo.

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Confesso que esta é uma das medidas contra a função pública que psicologicamente mais me dói, sou muito zeloso das horas que dedico a mim, aos meus prazeres e às causas em que me empenho.

Sei que corresponde a uma redução do custo de trabalho horário para o Estado, pois trabalha-se mais horas pelo mesmo dinheiro (independentemente das reduções salariais que já tivémos que desvalorizam por outra via os rendimentos de trabalho, uma medida ainda mais dura para quem auferia de vencimentos já no limite da sustentabilidade das suas famílias).

Não acredito que aumente a produtividade, pois esta mede-se pela quantidade de trabalho produzida por trabalhador e tempo laboral dispendido na mesma produção, mas não acredito que daqui resulte a redução de postos de trabalho.

Pelo que disse, nada tenho a defender nesta lei, agora, não percebo por que dizem que é inconstitucional se muitos trabalhadores da privada podem trabalhar esse tempo e muita da sustentabilidade financeira dos postos de trabalho na função pública vem precisamente da produção de riqueza transacionável proveniente dos trabalhadores privados.

Podem mencionar que é uma descida de perspetivas criadas e é verdade, mas isso não é inconstitucional, até por que através do lay-off a que os privados estão sujeitos também lhes frustam as perspetivas de rendimento antes geradas e acordadas entre a entidade laboral e o trabalhador.

Agora que é mais uma medida de igualdade a nivelar por baixo, uma tendência que já tenho denunciado anteriormente aquiÉ… infelizmente!

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Fiquei chocado com as imagens que indiciam o uso de armas químicas na guerra civil da Síria, só não fiquei convencido de quem as utilizou.

Contudo, tal como na década passada Bush tinha a certeza sobre a presença de armas de destruição maciça no Irão, que nunca se vieram a encontrar, agora o laureado com o Nobel da Paz parece estar seguro de quem as usou, mesmo que a ONU ainda não tenha emitido qualquer juízo final na matéria e parece pronto para intervir rapidamente.

A experiência de intervenções diretas dos Estados Unidos e seus aliados em países árabes têm sido catastróficas nos últimos 40 anos, desde a experiência do Irão. Esta nova cruzada não só coloca em confronto civilizações de culturas muito diferentes, como pode reabrir feridas sobre conflitos religiosos (algo onde a razão se submete ao fanatismo irracional), envolvendo não só cristãos e muçulmanos, como também quase diretamente judeus, devido à conotação da habitual aliança entre Israel e Americanos.

A tendência norteamericana de ir ao estrangeiro fazer a guerra para que esta não chegue às suas portas, tem como efeito negativo a intensificação do ódio à ainda maior potência económica e militar do mundo, mas também semeia terrorismo muitas vezes em países europeus muito mais perto dos povos islâmicos e não separados por um extenso oceano.

Racionalidade e bom-senso precisa-se nas cabeças defensoras da intervenção, para estas não agirem precipitadamente e provocarem danos colaterais graves muito mais vastos do que infelizmente já estão a ocorrer presentemente na Síria, onde talvez seja precisa uma solução mais humana que a da força das armas.

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Meu artigo de hoje no jornal Incentivo:

JOGAR COM AS SUAS CARTAS E AS DOS ADVERSÁRIOS

 Como se encontra em final do mandato e não se recandidata, o Presidente da Câmara retirou-se para férias e remeteu-se a um silêncio oportuno para dar visibilidade ao candidato que apoia e seu Vice-presidente. Este logo aproveita a situação para a gerir conforme as suas conveniências de campanha: ora mostra-se no exercício de atual líder da Câmara, ora faz propaganda na figura de candidato à mesma Câmara.

Sei que esta situação para muitos parece um abuso e até já li críticas de um candidato independente e compreendo o seu desabafo. Só que esta ambiguidade, embora possa alvo de dúvidas éticas, há que reconhecer, é legal e, como já várias vezes tenho dito em diversos locais: nem sempre o que é legal é justo e moral.

Infelizmente, na política não faltam casos legais de moralidade e ética duvidosa e as campanhas autárquicas não são exceção. Quem está no poder e é candidato, por norma, tem a vantagem de jogar a disputa eleitoral com muito mais cartas e trunfos que os seus adversários que concorrem vindos da oposição. Não só porque conhece os dossiês por dentro, incluindo documentação que não é pública, como muitas vezes, além das suas ideias próprias, usa também em seu benefício as das oposições que lhes chegaram às mãos no exercício das suas funções.

Na Câmara Municipal da Horta o aproveitamento desta última situação já tem antecedentes. Por exemplo, no passado outono, o Grupo Municipal do PSD propôs a disponibilização pela Autarquia de água mais barata a famílias mais carenciadas, isto na sequência de uma auscultação do Município de propostas para incluir no orçamento municipal de 2013.

Felizmente a proposta mereceu acolhimento do Presidente da Câmara, mas já antes do orçamento ser público esta ideia, cuja versão final era conjunta, foi assumida integralmente pelo poder. O que foi então denunciado em sessão da Assembleia Municipal. Agora, o atual candidato socialista volta a referir-se ao fornecimento de água mais barata a estas famílias como se a paternidade desta iniciativa fosse exclusiva da maioria na Câmara, jogando assim com as suas cartas e as da oposição. Uma verdade legal, mas uma inverdade sob o ponto de vista ético.

Igualmente nesta campanha verificou-se que o candidato da coligação “Pela nossa Terra” comprometeu-se a alterar o tarifário de água para os agricultores de modo a acabar com a atual desigualdade de preço, que é mais barato a quem tem acesso a esta a partir da lagoa artificial face aos outros que só podem ser abastecidos pela rede da autarquia, a maioria destes no norte da ilha.

Aproveitando-se de novo desta proposta da oposição, o candidato socialista veio também propor o ajustamento do tarifário aos agricultores para acabar com desvantagem dos que não são abastecidos pela bacia leiteira. Contudo, como não lhe convinha, esqueceu-se de atribuir a responsabilidade desta injustiça à maioria da atual Câmara Municipal de que ele faz parte e nas férias do Presidente lidera.

Compreendo que quem se candidata a um lugar e se sujeita a votos tente valorizar os seus atributos e procure esconder as suas falhas, mas também é verdade que cabe aos eleitores saber ler nas entrelinhas as jogadas menos éticas para daí ajuizar cada um dos intervenientes e não se deixar iludir pelas aparências.

Não basta criticar a falta de moral de alguns que ocupam o poder, dizer que não cumpriram com as suas promessas, não fizeram obras e depois em tempo de eleições fazer de conta que não se vêm essas situações e sem as penalizar. Pois tal funciona como um sinal do eleitor que na política o incumprimento das promessas e a falta de ética compensam.

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Não contesto a sapiência económica de António Borges, nem a sua inteligência, nem coerência do seu discurso com o seu pensamento, nem até a crença que possuía nas suas ideias.

Mas – independentemente da figura de Robin dos Bosques que rouba aos ricos para dar aos pobres o que não era seu ser mais simpática e admirada que a de um honesto empreendedor que de uma pobre origem constrói um império ou fortuna -a verdade é que alguém de barriga cheia, mesmo que parte dos seus elevados rendimentos tenham sido pagos por grupos estrangeiros venha pedir sacrifícios aos pobres que mal têm condições para sobrevivência, é sempre um ato ofensivo e ostensivo que mostra incompreensão para as dificuldades de quem quase nada tem.

Não tenho complexo em dizer que não acredito que uma economia e uma sociedade cresçam de forma sustentada  e saudável gastando o que não tem e distribuindo bens pelos mais desfavorecidos através do endividamento. Defendo que é preciso crescer de forma racional e tal é mais lento e exige mais sacrifícios que o desejo de muitos, mas a justiça também é tão importante quanto a sustentabilidade económica e era esta sensibilidade que não se vislumbrava no discurso de António Borges.

Assim, compreendo que mesmo na sua morte a habitual desculpa que tradicionalmente perdoa os lapsos dos falecidos não tenha sido unânime neste caso, mas lamento ainda mais que entre os vivos haja falta de sensibilidade para a necessidade de fazer crescer a economia com justiça e solidariedade para com os mais fracos.

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Não me vou pronunciar em defesa ou ataque do candidato à Câmara do Porto Luís Filipe Menezes sobre o eventual pagamento de rendas com dinheiro próprio a cidadãos sem o caso estar devidamente esclarecido.

Todavia, tal como concordo que uma eventual compra de votos seja algo ilícito num candidato. Não considero mais ético utilizar a mediação de serviços de solidariedade em período eleitoral para captar votos.

Confesso que no passado chegaram-me assisti a situações, que não consegui comprovar, de cidadãos que me disseram que determinado candidato ligado ao partido do poder teria prometido interceder por eles em serviços sociais e instituições particulares de solidariedade social para a resolução dos seus casos concretos e isto feito durante ações e em períodos de campanha.

Se no primeiro caso é vergonhoso, ao menos a tentativa de influenciar o eleitor é feita com dinheiro próprio. No segundo cenário, a mesma tentativa é feita com dinheiro dos impostos de todos os cidadãos, sendo por isso duplamente vergonhoso… só não sei se é ilícito, mas ético não é de certeza!

Espero que este ano não volte a ouvir relatos de situações semelhantes…

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AOIA

A justificação do visto do Bispo que se vê na síntese desta manchete na internet é da necessidade de acautelar possíveis erros de restauro ou de intervenção nos património da Igreja quando da pretensão de realização de obras, um cuidado que não deixa de também de ser oportuno.

Contudo – vendo eu a vergonha que foi a hierarquia católica açoriana ter deixado desbaratar tanto dinheiro na reparação e melhoramentos em templos ligeiramente danificados pelo tremor de terra de 1998 no Faial e Pico, deixando depois sem verba as paróquias cujas igrejas foram totalmente destruídas, que assim ficaram sem capacidade para construírem edifícios de cultos humildes com o mínimo de dignidade nas freguesias ou localidades sem qualquer igreja – espero ao menos que a esta intenção preventiva também esteja associado a este visto, mesmo que a diocese não tenha ainda a coragem de assumir, o seu pecado de má gestão de recursos destinados apoiar sobretudo o básico das comunidades que ficaram sem nada perante outras que se aproveitaram da situação.

Se o passado já não se pode alterar e se na sequência desse erro eu hoje vivo numa localidade sem templo de culto pertencente à diocese, ao menos que a hierarquia seja capaz de aprender com as faltas cometidas na primeira década deste século XXI por ganância de aproveitar subsídios do erário público num Estado laico para ter templos ricos numa região pobre… mas deixando outros sem nada.

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Apesar de ter como opinião pessoal de que foram os deputados os responsáveis pela situação dúbia da legislação que limita a candidatura 3 mandatos consecutivos numa autarquia e de pessoalmente pensar que em democracia deve ser o Povo quem deve limitar pelo seu voto e não uma Lei, a verdade é que tem sido uma vergonha o desfile de decisões contraditórias neste tipo de candidaturas.

Finalmente um caso chegou ao Tribunal Constitucional e espero que a decisão seja breve para se acabar de vez com este desfile vergonhoso de uns ficarem impedido de se candidatarem, outros viabilizados de se candidatarem conforme a opinião pessoal do juiz ou da existência de reclamações que muitas vezes são feitas mais razões de interesse partidário ou de grupo do que de justiça e de direitos dos cidadãos.

Doa a quem doer, mas acabe-se com esta vergonha que não credibiliza nem dignifica a democracia… se é que se pode chamar democracia ao regime político que existe em Portugal

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Não há bela sem senão, recentemente fui apelado a endividar-me mais para aproveitar a situação com o justificativo de que os juros nunca estiveram tão baixos do que por necessidade pessoal.

Além de eu se ser muito avesso a endividar-me – se não tivesse sido sinistrado do sismo de 9 de julho de 1998 jamais o banco teria sido um meu credor – a verdade é que aos juros baixos seguem-se as prováveis subidas e sempre que há retoma de economia para controlo da inflação há, habitualmente, subida dos juros.

Os jornais, com base nas notícias menos negativas do anterior trimestre que podem indiciar a recuperação económica em Portugal e na Europa, já começam a avisar para a possível subida dos juros e, claro está, um alerta para aqueles que pensam que o crescimento económico só tem coisas boas… infelizmente, crise ou expansão económica trazem sempre espinhos aos endividados.

Por isso cuidado com os aliciamentos que a banca e outras instituições de crédito anda a fazer neste momento de vacas magras e baixos juros…

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