Nunca escondi que defendo que a política dever ser feita com moral e ética, por isso qual não é o meu choque quando logo no primeiro dia de tomada de posse do novo Presidente de França, François Hollande, o exemplo de esperança para tantos socialistas portugueses, começou logo por nomear um primeiro ministro acusado de favorecer alguém num concurso na Câmara Municipal de Nantes.
Mau, muito mau! Jean-Marc Ayrault não foi acusado de um delito na sua vida particular como cidadão, foi condenado no exercício de funções políticas, favorecimento está sempre associado a apadrinhamentos ou corrupção na gestão de coisas públicas, mesmo sem enriquecimento ilícito, cheira sempre a salvaguarda de interesses não transparentes.
Não tinha grandes esperanças de Hollande ter margem de manobra suficiente para mudar as políticas de austeridade na Europa, mas confesso a minha expetativa e vontade que algo melhorasse, nunca esperei ter uma desilusão tão cedo.



E o modo laconico,com que foi anunciado?Tao rapido como o voou que fazia,para se reunir com Merkel.Quatro minutos apenas,e eis que o aviao de Hollande regressa a terra,porque foi atingido por um relampago.Volta ao aeeroporto,e troca d’aviao.A “pobre” da Merkel,nem sabe a que horas jantarà esta noite.
É um erro crasso de Hollande.
Pena que ele não tenha à mão um «Relvas» sério e honesto para nomear.
Mas são assim os franceses. Nem com os periféricos lusitanos eles conseguem aprender que a política deve ser exercida com honradez, transparência e verticalidade.
Felizmente em Portugal, somos governados por «gente séria» e «isenta».
Portugal até tem um Presidente que para se ser tão «sério» como ele é preciso nascer duas vezes!
De facto, o Hollande muito terá a aprender quando vier a Portugal.
Penso eu de que…
Já conheço a sua estratégia, quando reconhece a razão do artigo e não gosta, ataca noutra frente…
Holand elegeu este cavalheiro,por amizade de longa data,nada mais.Tenha eu,ou quem quer que seja aqui em França,a mancha que este senhor tem no seu “currinculo judicial”(embora que jà limpa)e queira concorrer,para simples continuo de uma escola secundaria(ou vigilante como agora se diz)os acesso cortam_mos logo à partida elimando-me.Mas Holland,nao peca por isso.Sarkozy fez o mesmo,ou pior.Sarkozy,tinha como ministro dos negocios extranjeiros Alain Jupee,que tambem foi condenado pela justiça francesa,quando era ajudante de Jaques Chirac na Marie de Paris.Com o fim de financiar o partido,criou postos de trabalho ofertaos a pessoas que nem sequer tinham nascido.Mas as folhas de férias sim.Até que foi provado em tribunal,que a trafulhice existia.Resultado…………………o senhor Jupeè,foi condenado e ausentou-se de França,exilando-se no Canadà,aonde dava classes.Ao regressar,reocupou a Marie de Bordeus,e pouco depois ali estava ele ao lado de Sarkozy,em substituiçao do fundador de médicos sem fronteiras,que era quem detinha a pasta de ministro dos vegocios extrangeiros.(Bernard Kroschener).Por isso a meus olhos,cada vez entendo menos estes meandros das decisoes politicas.Isso sim,os politicos sao feitos d’uma casta……………………..que mui dificilmente eu aceito como séria e honesta.
Infelizmente é pena que os políticos não se sabem dar ao respeito, nem se preocupem em parecer honestos…
Pode e deveria acontecer,se é que jà nao aconteceu,que este senhor tenha rectificado,ao longo da sua vida apos ter tido passado pelos tribunais.Mas os humoristas,jà começaram a tirar partido.Este senhor,foi chefe de campanha,mas diizem que o verdadeiro chefe foi Moscovici.Os progonosticos apontaram para Jean-Marc,desde o inicio.Amanha,jà se começarà a ouvir o desagrado ou nao de tal escolha,por parte daqueles que deram o voto ao PS.Criticas,nada agradaveis seguramente que serao lançadas.Marine Lepen,estou certo,que aproveitarà a tope para atacar ao PS nas legislativas,que estao ai ao virar da esquina,e muitos franceses,que no ultimo momento,deram o voto a Holland,votarao Lepen,porque os franceses é como normalmente demonstram o seu desagrado até aos politicos de todos os niveis,incluso o de presidente de uma simples camara municipal da França profunda,que tenha apenas trezentos habitantes.Os franceses,nao recusam pagar impostos,mas em contrapartida,pedem honestidade e verticalidade àqueles que dirigem as instituiçoes do pais,coisa que nem sempre seconsegue,jà que por vezes a tentaçao é mais forte que a honestidade.
Como os franceses, o que mais peço aos políticos é que exerçam os seus cargos públicos com honestidade, verticalidade e também com competência, mas a esta última perdoo por não ser um ato de consciência, mas a honestidade é sempre de caráter da pessoa.
A reecidencia,a senhora dona justiça conhece-a desde hà muito tempo e nos mais variados pontos cardeais do globo.Portanto,nao serei eu quem avalarà a honestidade de um politico.Nunca o fiz,e tao pouco estou disposto a meter as maos no lume,por gentes dessa casta.Preciso enormemente de todos os membros da minha anatomia,para que m’impeça de meter as maos no lume por quem quer que seja.Sei bem que nao as queimaria,mas sim ao tirar-las do fogo,sairiam carbonizadas.Tal està o contagio da “sabedoria politica por amizade”.Prefiro aplaudir e tirar o chapeu àqueles que o merecem,e aos que nao o merecem e sempre segundo os meus ponts de vista,fustiga-los se necesàrio,no proprio bilhete d’identidade,mas sem insultar-los que quede bem claro.Os dirigentes politicos teem que se habituar a dirigir uma naçao,para bem de todos e nao como se tratara de uma quinta de sua propriedade.Os contribuintes,pagam-lhes um generoso vencimento,para dirigirem,nao para acomodarem os “amigalhaços”,d’infancia ou de estudos.