O problema das sondagens de opinião é que elas muitas vezes são em si mesmo contraditórias, uma sondagem feita pela Universidade Católica esta semana é a melhor prova disso.
Embora 62% diga que este governo governa mal a muito mal, face apenas aos 29% que dão nota positiva. 73% dos mesmos Portugueses assumem que nenhum partido faria melhor, ou seja, quase três quartos dos entrevistados assumem que ninguém da oposição faria melhor. 14% diz que outro partido faria melhor, mas este número é pouco superior ao somatório da CDU e do BE nas últimas legislativas, 13.08, e inferior se a estes juntarmos o partido logo a seguir e também conotado com a extrema esquerda, o PCTP/MRPP, no conjunto ascenderam a 14.2%, este sem representação parlamentar.
Curiosamente o ministro com nota menos negativa é o das Finanças, precisamente o homem que define com mais rigor as medidas de austeridade deste Governo.
Estes número podem justificar várias coisas que se observam neste momento em Portugal, há de facto muitos Portugueses a manifestar o seu descontentamento por palavras, mas mesmo muitos dos que insatisfeitos podem estar sobretudo a defender a sua posição individual enquanto reconhecem que não há alternativa na correção do problema nacional, daí o fracasso da última greve geral, o relativo insucesso na anterior greve de transportes de Lisboa e Porto, mas a boa participação na manifestação do Terreiro do Paço. Bem como o discurso contraditório do Seguro que discorda da austeridade mas receia que após a insatisfação das dificuldades iniciais possa ficar descolado de um eventual sucesso final.
Enquanto isso penso que face às dívidas deixadas pelos anteriores executivos, é difícil governar a contento dos Portugueses, mas Passos governaria melhor se estivesse mais atento a algumas disfunções e injustiças dentro da própria administração e às tentativas de alguns em preservar regalias.


Os Romanos tinham razão.
Aquela tribo dos Lusitanos não sabem governar-se nem deixam que outros governem.
Em tempos sugeri a um meu amigo do Porto que o melhor que poderia acontecer a Portugal seria ser governado a partir das Ilhas, quer pelos Açorianos quer pelos Madeirenses.
O «histórico» das sucessivas instabilidades e desgovernações de Portugal Continental são razões suficientes para considerarmos esta tese como válida.
A única, aliás, que poderá assegurar (ainda) um Portugal «uno».
Estou e nao estou de acordo com o snhr.Roberto Carreiro,que em “duas pinceladas” descreveu,o que eu tenho que fazer com vinte.Vamos là ver se nao “meto a pata”.Hoje defino-me como monarquico,depois de quatro decadas,de sobressaltos,solavancos e muitas mais avarias,que estes compatriotas da “bricolagem governamental” me obrigam a compartir.Estou de acordo em ver algum dia um açoreano vertical dirigir Portugal,mas quando no Continente,se pronuncia o nome da Madeira,o porteguesinho cà de baixo,sente medo.Paga o justo,pelo pecador.Certo,Tanto na Madeira como nos Açores,haverà homens e mulheres quizàs muito mais competentes que todos aqueles,que jà passaram por S.Bento,mas o mal que o snr.Alberto Joao Jardim,causou a todos os portugueses,independentemente,das suas origens,foi tremendo.Por isso,hoje paga o justo pelo pecador,entenda-o por favor.Mas nao o nego,snr.Carreiro,sou apologista da sua tese.