O ponto 2 do artigo de opinião publicado hoje no diário “Incentivo” da Horta.
ANNUS HORRIBILIS DE 2012
O ano de 2012 chegou e como se já não bastassem as profecias da nova era e de culturas extintas sobre o fim do mundo, eis que fruto da necessidade de enfrentar a crise financeira em que Sócrates mergulhou Portugal, também a austeridade vem aí em força e a comunicação social parece mesmo querer amedrontar todos os portugueses com isto. Pois ainda nem chegaram muitas das medidas e já não faltam reportagens sobre os seus efeitos gravosos, as quais são acusadas antes do tempo de agruras que muitos cidadãos já vinham a sofrer longamente.
É verdade que haverá várias medidas duras em 2012 que se estendem aos Açores, todavia não sou dos que acredita que 2012 será um “annus horribilis” para os Açorianos. Na verdade, surgirão aumentos do IVA, o IMI atacará com avaliações cada vez mais exorbitantes dos imóveis, enquanto a banca continuará a fechar o crédito aos investidores privados e aos pretendentes a uma nova habitação, bem como insistirá em não baixar os juros de acordo com as orientações do BCE.
Mas acredito que o período pré-eleitoral adiará todas as medidas possíveis de transitar para 2013, o que às vezes se paga bem mais caro: a segurança social tem sempre mãos largas nesta época e amortecerá alguns choques; os buracos camufláveis continuarão disfarçados e a comparação do que se passa nos Açores face à austeridade no Continente será, sempre que viável, utilizada como um trunfo político pelo poder regional… no próximo ano, tal como aconteceu após a tomada dos novos governos em Lisboa e no Funchal, com ou sem mudança de cor, as verdades mais amargas virão ao de cima e todos os sacrifícios que comportam.
Assim, não vale a pena sofrer por antecipação ou pela onda de reportagens comoventes de venda fácil na televisão, aproveitem 2012, pois com saúde, emprego, boa vontade e esperança ultrapassa-se melhor as dificuldades do que no desespero. Bom Ano Novo!


Nada como um arzinho fresco.
Bom Ano Novo Carlos!
O Sócrates é quem culpa….
Claro… não estava à espera que eu dissesse que a dívida era de Passos ou da austeridade de Durão? Santana nem teve tempo para muitos gastos, embora se tivesse talvez também contribuísse. Guterres, além de honesto, já foi há demasiado tempo para que os seus sucessores não tivessem tempo de corrigir os erros e ainda andasse a pagar culpas.