Esta notícia leva-me ao tema em que a grande maioria dos políticos e pessoas de direito discordam de mim, mas insisto: não se pode dizer que a Justiça é igual para todos se a gestão danosa de uma empresa dá origem a um processo judicial e a gestão danosa de um país não o puder.
Dirão: em democracia o julgamento duma questão política faz-se pelo voto, mas para mim, uma coisa é escolher-se um modelo de gestão política, outra é cometer-se erros de gestão económica no governo.
A direção de uma sociedade eleita responsabiliza-se perante o sócios, tem de respeitar a lei, as deliberações em Assembleia Geral e ainda pode justificar-se de erros grave cá fora em Tribunal. Os políticos muitas vezes depois das eleições não cumprem o programa que foi a votos, o que justifica o julgamento político no fim do mandato, mas o povo dificilmente consegue interferir na responsabilização dos erros económicos dos governantes, até os de corrupção têm uma neblina de “interesses de Estado” que dificulta a investigação e a acusação.
Na verdade, os políticos, mesmo levando países à pobreza, a seguir à perda de eleições vão para lugares de representação oficial que mais parecem uma recompensa e até podem ocupar lugares em empresas que beneficiaram dos erros ou gestões danosas do Governo, enquanto o Povo fica a pagar duramente as consequências dessas decisões desastrosos para o País.
Por isso defendo a criminalização da gestão danosa do Estado que resulta diretamente de opções não referendadas pelo voto popular, como de acordos prejudiciais em Parcerias Público Privadas, das más opções estratégicas com base em dados ”moldados” à pretensão ou do adiamento das decisões urgentes para não enfrentar custos eleitorais, etc. Neste campo estou de acordo com o que está a acontecer na Islândia.


Esta é mais uma em que estamos de acordo. E, antes que o diga, não se trata de ideologia de esquerda ou direita, mas apenas de bom senso, responsabilidade e justiça.
Plenamente de acordo com o teor do seu comentário.
[...] concordo com o que o Mente Livre [...]
Obrigado pela concordância, quantos mais, melhor para a proposta passar a lei.